12/08/2013

Pequenas Epifanias...



"Mas eu olho pra você e me vem tanta ternura que agradeço a esperança porque você é bom e me inspira a ser alguém melhor. Porque eu lembro sempre, quando eu olho pra você, que quando chove sobre o mar, a água doce e a salgada entram numa intimidade máxima. E não é à toa que o soro fisiológico é quase o resultado desse encontro mágico dos dois: um punhado de chuva pra duas pitadas de mar."

07/08/2013

Pecado...





Modernizaram tanto o mundo que chegaram modernizaram os sentimentos, digamos que "atualizaram o aplicativo do amor". Hoje ele é considerado cafona, chato, piegas, pegajoso, vulnerável, dependente, intocável e até mesmo sugador de energias... 
É um bicho de 18 cabeças que todos evitam sequer sonhar em pensar. É! ele pode até ser isso mesmo, se você o confunde com paixão ou mesmo quando tem medo de senti-lo. Mas pra quem tem coragem de encará-lo e saboreá-lo, podendo até ser considerado um maluco desocupado e sem noção, ele é inferno e calma, desejo e alma, força e compreensão, amadurecimento e ousadia, céu e cumplicidade, acalento e descaramento... Descaramento na sinceridade de expor seus sentimentos e realizações, partindo a reconstruí-los a dois.
Amor, por mais indecifrável que seja, ele é emotivamente bendito e carnal... 
O amor se torna um pecado diante das "des"evoluções dos dias de hoje... E eu, prefiro retroceder nesse processo evolutivo e digo isso com gosto: Sou pecadora desde aquele segundo em que encontrei a minha perdição.
Bendito pecado foi a hora que nossas vidas se cruzaram numa vontade incontrolável de estar junto... de ficar dentro d'alma um do outro. 
Bendito pecado foi o momento que te quis, mesmo negando o querer do meu instinto racional. 
Bendito pecado foi esse que quebramos os conceitos e coerências que nos centralizavam para degustar -a fundo- esse doce gosto que vinha de nós, mesmo distantes , e que retribuímos mutuamente na mesma moeda. 
Bendito pecado foi o segundo em que agarramos esse sentimento trivial (aos olhos dos desentendidos) e que nos mantém unidos até hoje, onde nada pode romper essa ligação de sentimentos puramente verdadeiros.
Mas, diante das beneficências desse sentir, as maledicências inevitáveis surgem para testar até onde somos capazes: O medo da distância.
Maldita distância essa que nos mantém afastado, mesmo por pouco tempo, para a prática concretizada diária dessa santidade pecadora que é o amor... Pois, bendito é esse pecado onde cada segundo que aproveitamos e aproveitaremos refletirá nos segundos futuros.

Então, faz assim: continuas comigo nesse caminho me fazendo pecar e também pecando junto comigo durante toda a nossa eternidade, compartilhando cada segundo, lado a lado, sem perder essa essência.

J.A. Lins

02/08/2013

Fazer Valer!


Valeu a pena ter acreditado, ter ousado, ter me iludido...ter cedido.
Valeu a pena ter me arriscado, ter renunciado, ter errado, me responsabilizado...
Ter amadurecido.

Valeu a pena ter decepcionado...ter me decepcionado, ter brigado, ter batido...
Ter quase "matado" e por várias vezes - a ti - quase perdido...
Valeu a pena ter chorado...valeu a pena ter te escolhido.

Valeu a pena ter enfrentado o que enfrentei, ter passado o que passei...ter me anulado, ter me escondido, ter mudado, ter me reerguido só para te ter nos braços pelo resto desta vida...
e de outras também, quem sabe.


J.A Lins