02/04/2018

O baú...


Não sei mais de onde vem minha força já que me deixei levar pelos tons cinzas da vida. 
Não sei mais quem sou, não me reconheço... Indago-me perante as memórias de alguém que um dia fui, lembranças remotas de um flashback passados repetidas vezes.

Sinto-me quebrada, com uma peça faltante. Peça essa jogada no baú de coisas pra arrumar depois. Baú este empoeirado guardado lá no canto escuro; com memórias vívidas, relíquias de sentimentos, registros de momentos infinitos pausados ali... E em meio a isso tudo, lá está: Um eu esquecido, adormecido, enrolado - com cuidado- numa peça de tecido do tempo... Tempo este que não voltará. 

A vida segue o seu rumo, com suas tons cinzas ora mais escuros, ora mais suaves. Resta recuperar em mim aquela força para colorir ao modo de antes, e assim retomar quem um dia fui. 

(J.A Lins)