04/09/2018

Soltar das mãos...



E no encaixe do teu abraço, encontrei um vazio a me machucar. 
A fria distância maltrata com palavras doce de saudade, corroendo um sentimento que antes estava lapidado em pedra bruta. 
O nó na garganta trava a voz que queria ser ouvida... 
As Lágrimas traduzem o que transborda dentro do peito,um oceano de fraqueza e solidão. 

A solidão veio de fininho, bem sorrateira. 
Se achegou, se escorou, puxou uma cadeira, sentou fitando cada movimento ao redor no aguardo de um leve descuido para então agir. 
Eu, diante de tantas lutas diárias me vi vencida por ela. 
Baixei minha guarda, enfraqueci...  "Agora é a vez" ela me disse e assim o jogo foi vencido. 

"Vamos,Ânimo!" grita meu coração, mas as forças parecem me faltar. 
O amor por ti ainda existe... está lá,  sobrevivendo com o que a solidão deixa passar por entre as brechas da vigília, esperando chegar alguém na hora certa para voltar a viver.  

Então, Quando você vem?

J. A. Lins