27/02/2013

Porque Roqueiros Também Amam.




Nunca pensei que chegaria a esse ponto de ficar aos suspiros, derretimentos, melosidades, sofrimentos, saudosismos por uma pessoa que não fosse minha própria cria, mas esse indivíduo conseguiu esse feito e muito mais.
Eu! Logo eu, uma roqueira nata, uma brutalidade em pessoa, considerada a durona e também a machona da família, conheci um lado nunca antes imaginado que poderia conhecer: the love.

Pois é, por causa de ti mesmo... Esse mero ser perdido, que vivia em terras longínquas de mim , conseguiu dar uma reviravolta de 360º em milésimos de segundos... Coisa que neguinho que morava a meio metro penou por fim da força e não conseguiu.

Com ele percebi que roqueiros também amam com vontade, sem ter medo de quebrar a cara, da mesma forma que arriscamos um bate cabeça num show daqueles.
Roqueiros também amam com o mesmo tesão incontrolável de quando ouvimos o solo dos riffs de guitarras das nossas bandas favoritas.
Roqueiros também amam com a mesma surpresa que temos quando do nada é lançado aquele single tão esperado. 
Roqueiros também amam com o mesmo vício insaciável que os antigos tinham e gritavam muito rock'n roll, independente se tinha drogas ou sexo. 
Roqueiros também amam com a mesma sensibilidade que tem ao fazer aquelas letras tão simples que se tornam canções maravilhosas.
Roqueiros também amam porque querem sentir aquele mesmo calor e aquela mesma pegada que temos ao fechar os olhos quando ouvimos aquela música que nos toma por inteiro.
Roqueiros também amam muito além do rock... Muito além da musica... Muito além da guitarra.
Roqueiros também amam porque desejam sentir-se desejados de coração, pois por detrás da botina, correntes e jaquetão preto, somos pessoas que também merecem sentir o prazer de amar.

A ti, criatura inesperada, agradeço eternamente por ter descoberto nessa roqueira aqui uma pessoa que sabia amar, mas não sabia como o fazer.

J.A. Lins

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